O aumento rápido das temperaturas globais está a alterar os habitats a uma velocidade superior à capacidade de adaptação biológica de muitas espécies:
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Desfasamento migratório: Muitas aves migram baseando-se na temperatura. Como a primavera chega mais cedo, quando chegam ao destino, os insetos de que se alimentam já passaram da fase de larva, deixando as crias sem comida.
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Perda de habitat polar: O derretimento do gelo ártico retira aos ursos-polares e às focas as plataformas necessárias para caçar e reproduzirem-se, empurrando-os para a fome e extinção.
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Branqueamento de corais: O aquecimento das águas destrói os recifes de coral, que albergam 25% de toda a vida marinha. Sem corais, ecossistemas inteiros colapsam.
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Alteração do sexo das crias: Em espécies como as tartarugas marinhas, o sexo dos recém-nascidos é determinado pela temperatura da areia. Areias mais quentes geram quase exclusivamente fêmeas, ameaçando a reprodução futura da espécie.