Nas últimas décadas, o direito animal sofreu uma transformação histórica, impulsionada pelos avanços científicos sobre a senciência animal (a capacidade de sentir dor, medo e prazer):
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Estatuto jurídico de seres sencientes: Vários países europeus e americanos alteraram os seus códigos civis para deixar de considerar os animais como “coisas” ou “objetos”, passando a reconhecê-los legalmente como seres vivos dotados de sensibilidade.
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Criminalização dos maus-tratos: As penas para o abandono, violência e negligência deixaram de ser meras multas administrativas e passaram a incluir penas de prisão efetiva em muitas jurisdições.
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Proibição de animais em espetáculos: Houve uma proibição massiva do uso de animais selvagens em circos, e várias tradições que envolviam o sofrimento animal (como certas touradas ou lutas de galos) foram banidas ou severamente restritas globalmente.